quinta-feira, janeiro 5

sobre saltar do sono

Pula'corda sonha
Sonha que pula'corda

sexta-feira, junho 4

tanto, tanto... (entreato)

ela não queria saber daquelas palavras que a descompensavam tanto
ele não queria parar de escutar certas palavras que o organizavam tanto
proximidade
ela não imaginou que tivesse tantos princípios
ele não imaginou que teria que mudar tanto seus fins
hiato
ela não achou que o amaria tanto
ele não achou que a perderia tanto
distância

devir em dívida

saudade desonrosa...
por quê?
porque nada a justifica,
só um estranho vir-a-ser
que não foi

meu olho

lente
faz tela
remela
espelho
chora
seca
brilha
...
te corta
te disseca
te inunda
e, por fim,
te ilumina

sexta-feira, maio 21

bruma

entramados
descontinuidades
entranhados
conexões
fendas, feridas...
nós e dois no feno
fenômenos!
baixo relevo
relevo-te, relevo

quarta-feira, dezembro 2

brios

entre a pergunta que não quer calar e a pergunta que me cala, tenho mais medo da segunda...

domingo, setembro 20

nossa queda (movimento orientado, meu bem)

de livre, nada
é fascínio, certeza de vísceras
porque do chão não passa
ascenção não...
sinuosa, inclinada, espiralada
o crescer é sempre mais caprichoso
cair espiralado???
seria lindo...
deixo cair e finjo dar liberdade
não, não, não!
a queda não é livre, quando muito ela livra
livra de escolher... lavra outra prisão