sexta-feira, março 21

Indolência

E quanto mais orbito em meus pesares e pensares
Mais tenho disso para mim...
No fim, grande parte do impossível de que me queixo é mesmo preguiça

terça-feira, março 11

Solda

Acabo de lembrar que tem coisas que não tenho como esquecer!

É... Sabia que iria ter solda e mesmo assim fui adiante
Agora é isso... Tá dado demais... Tá soldado! Não sai mais de mim

Um viva aos recompositores de matéria!!!

sexta-feira, fevereiro 22

O sono me tem

Ai, que vontade de me entregar pro sono
Deitar no mar do sonho,
mergulhar, mergulhar...

E sentir que vai ser duro voltar
e, então, mergulhar com mais vontade
aí, onde a vontade que te digo não manda muito

Ai, quero nadar nesse nada tão colorido

como quem imerge e descansa da atmosfera e dessa gravidade

Quero sonhar! Quero sonhar!

segunda-feira, fevereiro 11

Ex-estranho para ler e alternar em alta voz

E estranho tanto aquela voz... me excede...
E sinto tanta falta daquela voz...

E estranho tanto aquele desdém premeditado, calculado... excessivo
E sinto tanta falta daquele desdém premeditado... calculado...

naquela voz,
daquela voz.

sexta-feira, fevereiro 1

domingo, janeiro 27

Triangulações e Paralisias

Uma amiga gostou dos termos... Sei lá, tenho comentado a respeito.

O assombro com a quantidade de situações em que casais se põem a triangular. De algum modo, parece uma tendência irresistível... O que isto sustenta? Agradeço pela ignorância! O que penso? Dizer, empobreceria demais o que é uma singela constatação.

Paralisias. Outra tendência. Essa sim, preciso repudiar para poder comentar. Funciona mais ou menos assim: Não dizer. Não mostrar. É feio! É feio! Pessoas que estão com calor, mas não podem tirar o casaco. E mais crônico: pessoas que realmente se sentem nuas por apenas tirar o casaco. Quanta estupidez!

Por dentro??? Contorcionismo mental. Clamar para ser desnudado... Propor-se a mais absoluta paralisia... Faça por mim! Faça por mim! Não posso me mexer! Não posso me mexer, mas quero...

E isso vai crescendo, minando; daqui a um tanto já nem os olhos conseguem dizer que querem e vai tudo se esvaziando, perecendo, apodrecendo... A voz que não saiu nunca já inchou a garganta e nada mais sai. Fica só uma vozinha lá dentro... Alfinetante; um quero totalmente encurralado.
O que fazer??! Assistir e acreditar em telepatia, meu caro.

Me permite?

Elegância nem sempre combina com intensidades...
Também pode ser deselegante não se permitir.